Como Montar a Grade de Tamanhos P, M e G para Revenda de Moda Fitness
Como calcular a proporção de P, M e G que você deve comprar e repor, usando o histórico de vendas por tamanho da sua própria loja.
A grade de tamanhos é a proporção de P, M e G que você compra em cada pedido, calculada a partir do histórico de vendas por tamanho da sua própria loja. Some as vendas de cada tamanho num período, calcule o percentual que cada um representa do total e aplique essa mesma proporção no próximo pedido — repondo mais do tamanho que mais sai e menos do que costuma sobrar.
1. O que é a grade de tamanhos
Grade de tamanhos é a proporção de peças P, M e G (e GG, quando o modelo tem) que compõe cada pedido de compra ou lote de reposição. Não é o formato de compra do fornecedor — isso é grade fechada x grade mista, outra decisão. É o cálculo que você faz dentro do formato mista: de 30, 48 ou 60 peças que vai comprar, quantas de cada tamanho fazem sentido pro seu público.
Errar essa proporção tem custo dos dois lados: tamanho de menos gera ruptura (cliente quer comprar e o tamanho que ela usa já acabou) e tamanho de mais gera sobra parada no estoque, imobilizando capital que poderia ir para o que realmente vende.
2. Como calcular: passo a passo com exemplo
Pegue um período de 60 a 90 dias e some quantas peças venderam em cada tamanho — P, M, G (e GG, se aplicável), somando todos os modelos ou por modelo, se preferir mais precisão.
Participação (%) = peças vendidas naquele tamanho ÷ total de peças vendidas no período × 100.
Se M respondeu por 50% das vendas, aproximadamente 50% das peças do próximo pedido deveriam ser M — e assim para os demais tamanhos.
Ajuste os números para caber no pedido mínimo do fornecedor, mantendo a proporção o mais próxima possível do calculado.
Exemplo ilustrativo (números fictícios, só para mostrar o cálculo)
Nenhum dos valores abaixo é dado real de vendas da BFF — é um exemplo com números inventados para você aplicar o mesmo raciocínio na sua própria planilha.
| Tamanho | Peças vendidas no período* | Participação | Peças sugeridas num pedido de 50 |
|---|---|---|---|
| P | 40 | 20% | 10 |
| M | 100 | 50% | 25 |
| G | 50 | 25% | 13 |
| GG | 10 | 5% | 2 |
*Números fictícios, usados apenas para ilustrar a mecânica do cálculo — não representam vendas reais de nenhum produto da BFF.
Essa proporção é por tamanho, não por modelo — depois de calcular quantas peças de cada tamanho o próximo pedido deve ter, distribua entre os modelos e cores que você já decidiu comprar (por exemplo, via curva ABC de estoque).
3. Sem histórico ainda? Ponto de partida
Quem está montando o primeiro pedido não tem histórico próprio para calcular a proporção — e não tem problema começar com uma referência de mercado, ajustando assim que as primeiras vendas confirmarem o perfil do público. Uma distribuição inicial comum, usada como ponto de partida por muitas revendedoras de moda fitness, é algo como:
- 20% P — tamanho de saída mais previsível, mas geralmente minoritário.
- 50% M — tamanho central, costuma concentrar a maior fatia da demanda.
- 30% G — segunda maior fatia, com variação maior entre públicos.
Isso é só um ponto de partida — não uma regra fixa. O objetivo do primeiro pedido é justamente gerar o histórico que vai corrigir essa proporção no pedido seguinte. Quem ainda está decidindo quanto investir e o que comprar no primeiro estoque encontra o passo a passo completo em como montar estoque de moda fitness.
4. Como ajustar a cada novo pedido
- Tamanho esgotando rápido: aumente a proporção dele no próximo pedido — é sinal de que a proporção atual está abaixo da demanda real.
- Tamanho sobrando com frequência: reduza a proporção, mesmo que isso signifique comprar menos peças daquele tamanho do que do resto.
- Diferença muito grande entre tamanhos vizinhos (M vende muito, G quase não sai): vale checar a tabela de medidas do fornecedor — às vezes o problema não é o tamanho em si, mas a modelagem específica daquela peça.
- Lançamento novo: comece com a proporção que já funciona pros outros modelos da mesma categoria; ela só muda depois que o modelo novo tiver histórico próprio.
Revisar a proporção a cada 60-90 dias é o intervalo que costuma fazer sentido — o mesmo usado para revisar a curva ABC de estoque. Períodos mais curtos captam ruído pontual, não mudança real de perfil.
5. Erros comuns na grade de tamanhos
- Comprar peças iguais para todos os tamanhos. É o erro mais comum de quem começa — assume que a demanda se divide igualmente entre P, M e G, quando raramente é assim.
- Confundir grade de tamanhos com grade fechada/mista. São decisões diferentes: uma é o formato de compra do fornecedor, a outra é a proporção que você escolhe dentro desse formato.
- Não revisar depois da primeira venda. A proporção inicial é só um palpite educado — o valor real vem de ajustar com o histórico.
- Ignorar diferença de modelagem entre fornecedores. Um M de um fornecedor pode não ser igual ao M de outro; a proporção certa para uma peça pode não valer para outra com modelagem diferente.
- Tratar GG como tamanho residual. Em muitas bases de clientes, GG tem demanda consistente — vale medir antes de reduzir a proporção dele por suposição.
6. Categorias para aplicar sua grade de tamanhos
Conjuntos de Legging
Categoria com maior volume de tamanhos ativos — bom ponto de partida para registrar vendas por P, M e G.
Ver produto na loja →
Canelado de Compressão
Peça de compressão costuma ter curva de tamanho mais sensível — bom exemplo pra testar sua própria proporção.
Ver produto na loja →Perguntas frequentes
Como montar a grade de tamanhos P, M e G para revenda? +
Some as vendas por tamanho de um período (60 a 90 dias), calcule a participação percentual de cada tamanho no total vendido e aplique essa mesma proporção na hora de montar o próximo pedido. Sem histórico próprio ainda, uma distribuição inicial comum de mercado é algo como 20% P, 50% M e 30% G, ajustada conforme as primeiras vendas confirmarem o perfil do seu público.
Qual a proporção ideal de P, M e G? +
Não existe uma proporção universal — cada base de clientes tem um perfil de tamanho diferente. A proporção ideal é a que reflete o histórico real de vendas da sua própria loja. Até ter esse histórico, uma distribuição inicial com o tamanho central (M) puxando mais peças costuma servir de ponto de partida, sempre revisada depois dos primeiros ciclos.
Qual a diferença entre grade de tamanhos e grade fechada x mista? +
Grade fechada x mista é o formato de compra que o fornecedor oferece — se você é obrigada a levar uma proporção fixa de tamanhos por modelo (fechada) ou pode montar sua própria composição (mista). Grade de tamanhos é o cálculo que a revendedora faz, dentro do formato mista, para decidir quantas peças de P, M e G comprar com base no que já vendeu.
O que fazer quando um tamanho vende muito mais rápido que os outros? +
Aumentar a proporção desse tamanho no próximo pedido e reduzir a dos tamanhos com sobra recorrente. Se a diferença for muito grande, vale também checar se a numeração está de acordo com a tabela de medidas usada — às vezes o problema não é o tamanho em si, mas a modelagem de um fornecedor específico.
Com que frequência revisar a grade de tamanhos? +
A cada 60 a 90 dias, ou a cada nova coleção relevante — o mesmo intervalo recomendado para revisar a curva ABC de estoque. Revisar com mais frequência captura variações pontuais que não representam uma mudança real de perfil de público.
Grade de tamanhos vale só para quem já tem histórico de vendas? +
Não. Quem está começando pode usar uma distribuição inicial de mercado como ponto de partida (geralmente com mais peças no tamanho central) e ajustar a proporção assim que as primeiras vendas mostrarem o perfil real da clientela.
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